Primeira parada: Fernando de Noronha
Saímos de Natal, navegamos a noite toda, amanhecemos em Noronha. É até difícil descrever aquele lugar. Mar azul, paisagem linda, natureza intocada. Já estive em muitos lugares bonitos, mas as praias de lá são, verdadeiramente, paradisíacas. Um sonho... Ficamos tão apaixonados pela beleza e magia do lugar que resolvemos passar a lua de mel lá... ah sim, pra isso, vamos nos casar!!!
Antes de chegarmos na ilha houve uma palestra no navio para explicar sobre os procedimentos de desembarque na ilha. Descobrimos que só desembarcariam 350 passageiros por vez, mais 350 para passeios marítimos. O navio comporta 1400 passageiros. Nos preocupamos. Já pensou ficar no navio fundiado, apenas olhando Noronha de longe. Sem chance. Compramos o passeio terrestre, uma espécie de city tour pela ilha e levamos uma muda de roupa pra ficarmos por lá mesmo. A ideia era ir ao Forró do bar do cachorro a noite. Ficamos chateados, nos sentimos lesados, uma vez que nenhuma dessas informações nos foi passada quando fechamos o cruzeiro. Os passeios vendido a bordo, todos em dólares, eram uma espécie de venda casada, ou você comprava ou não desembarcava, visto que se você não saísse em um dos passeios deveria pegar uma senha e aguardar até que alguém voltasse ao navio. Pense... Depois descobrimos que em um outro cruzeiro houve uma grande confusão por conta desse desembarque. Procurem no youtube: Ocean Dream. No primeiro dia, com o passeio comprado no navio, iniciamos pelo centro administrativo, onde tudo começou. Acreditam que durante muitos anos a ilha funcionou como prisão?? Pois é... Passamos pela Praia da Conceição, Praia do Boldró, Praia do Americano, Praia do Leão e finalizamos o tour na Baía do Sueste, mergulhando e vendo tartarugas. Tudo bem que eu entrei em pânico quando vi a bichinha bem debaixo de mim... Morro de medo. Racionalmente sei que os bichinhos não vão me fazer nada, mas emocionalmente.... entro em pânico! Saindo da água, ainda no Sueste, alguém gritou: Tubarão! Tubarão! Eu, com água nas canelas, saí correndo em direção a terra, e todo mundo querendo fotografar o tubarão. Lá a natureza está em total equilíbrio, então os tubarões não se interessam em nada pelos seres humanos, nadam com a gente numa boa. Nesse dia almoçamos no Bar do Cachorro. Super recomendo, comidinha deliciosa e com preço bem honesto. Ah, as coisas nas ilha são bem caras garrafinha de água a cinco reais. O acesso a ilha só é feito por navio ou avião, assim todo mundo chega e vai, inclusive os moradores da ilha, a cidade mais próxima é Natal a 300 km de distância, e depois Recife a 500 km. A ilha tem algumas particularidades muito interessantes: nenhuma mulher pode ter filho na ilha. Toda gestante precisa ir pro continente ao sexto mês de gestação. Com isso eles conseguem manter um controle sobre o número de habitantes permanentes da ilha. Uma vez que, quem nasce lá ganha direito de permanência assim como a mãe. Então, existem dois tipos de carteirinhas: morador permanente e morador contratado”. Se seu contrato de trabalho vencer, você deve ir para o continente, conseguir um novo contrato, para só então retornar. Por isso que o lugar e tão incrível, existe um controle rigoroso para proteger a natureza do lugar dos seres humanos. Depois do almoço ficamos um pouco na praia do cachorro, curtimos o por do sol no Forte de Nossa Senhora dos Remédios e fomos ‘descansar’ na Pousada do Guilherme pra depois voltar pro forró. Quem disse... desmaiamos! Acordamos no outro dia bem cedinho com a intenção de alugar um buggy, mas o pessoal estava a fim de nos assaltar. Nos informamos sobre o transporte coletivo da ilha e fomos de ônibus até a Praia do Bode. Caminhamos pela Praia da Cacimba do Padre, Baía dos Porcos e até a Baía do Sancho. Pense na aventura pra chegar nessa última. Paraíso!!! De lá voltamos de taxi até o restaurante Varandas. Super recomendo. Não foi barato, mas a comida estava formidável, com caldinho de abóbora com carne seca como entrada. Muito boa mesmo. De lá caminhamos até o museu do Tubarão, conhecemos o buraco da Raquel. assistimos uma missa ao por do sol , no morro de São Pedro, com o Padre Glênio. Um padre de cabeça aberta, moderno, a frente de seu tempo, como pouco se vê por aí. Depois comemos um bolinho de tubalhau, iguaria típica da ilha, e retornamos ao navio com a certeza de que o tempo que ficamos na ilha foi curto mas intenso e bem aproveitado, e com data pra voltar. Descobrimos com nossos amigos de jantar, que são de Florianópolis, que é também conhecida como Ilha da Magia, que Floripa é um trote. Ilha da magia mesmo é Fernando de Noronha!!
