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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Relato de férias #2

Primeira parada: Fernando de Noronha

Saímos de Natal, navegamos a noite toda, amanhecemos em Noronha. É até difícil descrever aquele lugar. Mar azul, paisagem linda, natureza intocada. Já estive em muitos lugares bonitos, mas as praias de lá são, verdadeiramente, paradisíacas. Um sonho... Ficamos tão apaixonados pela beleza e magia do lugar que resolvemos passar a lua de mel lá... ah sim, pra isso, vamos nos casar!!!

Antes de chegarmos na ilha houve uma palestra no navio para explicar sobre os procedimentos de desembarque na ilha. Descobrimos que só desembarcariam 350 passageiros por vez, mais 350 para passeios marítimos. O navio comporta 1400 passageiros. Nos preocupamos. Já pensou ficar no navio fundiado, apenas olhando Noronha de longe. Sem chance. Compramos o passeio terrestre, uma espécie de city tour pela ilha e levamos uma muda de roupa pra ficarmos por lá mesmo. A ideia era ir ao Forró do bar do cachorro a noite. Ficamos chateados, nos sentimos lesados, uma vez que nenhuma dessas informações nos foi passada quando fechamos o cruzeiro. Os passeios vendido a bordo, todos em dólares, eram uma espécie de venda casada, ou você comprava ou não desembarcava, visto que se você não saísse em um dos passeios deveria pegar uma senha e aguardar até que alguém voltasse ao navio. Pense... Depois descobrimos que em um outro cruzeiro houve uma grande confusão por conta desse desembarque. Procurem no youtube: Ocean Dream. No primeiro dia, com o passeio comprado no navio, iniciamos pelo centro administrativo, onde tudo começou. Acreditam que durante muitos anos a ilha funcionou como prisão?? Pois é... Passamos pela Praia da Conceição, Praia do Boldró, Praia do Americano, Praia do Leão e finalizamos o tour na Baía do Sueste, mergulhando e vendo tartarugas. Tudo bem que eu entrei em pânico quando vi a bichinha bem debaixo de mim... Morro de medo. Racionalmente sei que os bichinhos não vão me fazer nada, mas emocionalmente.... entro em pânico! Saindo da água, ainda no Sueste, alguém gritou: Tubarão! Tubarão! Eu, com água nas canelas, saí correndo em direção a terra, e todo mundo querendo fotografar o tubarão. Lá a natureza está em total equilíbrio, então os tubarões não se interessam em nada pelos seres humanos, nadam com a gente numa boa. Nesse dia almoçamos no Bar do Cachorro. Super recomendo, comidinha deliciosa e com preço bem honesto. Ah, as coisas nas ilha são bem caras garrafinha de água a cinco reais. O acesso a ilha só é feito por navio ou avião, assim todo mundo chega e vai, inclusive os moradores da ilha, a cidade mais próxima é Natal a 300 km de distância, e depois Recife a 500 km. A ilha tem algumas particularidades muito interessantes: nenhuma mulher pode ter filho na ilha. Toda gestante precisa ir pro continente ao sexto mês de gestação. Com isso eles conseguem manter um controle sobre o número de habitantes permanentes da ilha. Uma vez que, quem nasce lá ganha direito de permanência assim como a mãe. Então, existem dois tipos de carteirinhas: morador permanente e morador contratado”. Se seu contrato de trabalho vencer, você deve ir para o continente, conseguir um novo contrato, para só então retornar. Por isso que o lugar e tão incrível, existe um controle rigoroso para proteger a natureza do lugar dos seres humanos. Depois do almoço ficamos um pouco na praia do cachorro, curtimos o por do sol no Forte de Nossa Senhora dos Remédios e fomos ‘descansar’ na Pousada do Guilherme pra depois voltar pro forró. Quem disse... desmaiamos! Acordamos no outro dia bem cedinho com a intenção de alugar um buggy, mas o pessoal estava a fim de nos assaltar. Nos informamos sobre o transporte coletivo da ilha e fomos de ônibus até a Praia do Bode. Caminhamos pela Praia da Cacimba do Padre, Baía dos Porcos e até a Baía do Sancho. Pense na aventura pra chegar nessa última. Paraíso!!! De lá voltamos de taxi até o restaurante Varandas. Super recomendo. Não foi barato, mas a comida estava formidável, com caldinho de abóbora com carne seca como entrada. Muito boa mesmo. De lá caminhamos até o museu do Tubarão, conhecemos o buraco da Raquel. assistimos uma missa ao por do sol , no morro de São Pedro, com o Padre Glênio. Um padre de cabeça aberta, moderno, a frente de seu tempo, como pouco se vê por aí. Depois comemos um bolinho de tubalhau, iguaria típica da ilha, e retornamos ao navio com a certeza de que o tempo que ficamos na ilha foi curto mas intenso e bem aproveitado, e com data pra voltar. Descobrimos com nossos amigos de jantar, que são de Florianópolis, que é também conhecida como Ilha da Magia, que Floripa é um trote. Ilha da magia mesmo é Fernando de Noronha!!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Relato de férias #1

Antes de viajar procurei na internet algumas dicas sobre o que levar e o que não levar para um cruzeiro. Não encontrei quase nada.

Então, usei o meu bom senso para preparar minhas malas e agora vou dividir algumas das experiências pelas quais passei nessas férias.

Fizemos um cruzeiro que saiu de Natal, passou por Fernando de Noronha, Maceió, Recife e voltou pra Natal.

A vida a bordo foi tranquila, mas não recomendo o navio. Compramos o pacote pela CVC, para o navio Ocean Dream, operado pela Pullmantur.

A CVC nos vendeu o pacote contendo dois dias e meio em Fernando de Noronha, depois, por meio de uma ligação informou que uma nova regulamentação do IBAMA não permitia que o navio ficasse atracado próximo a ilha por mais de dois dias. Nossa primeira decepção.

Ao embarcar percebemos que o navio não era bem o que esperávamos. Nosso check in foi por volta das 14h. Fomos procurar um local pra almoçar, visto que o pacote era all inclusive. A comida era fria, pesada, feia e ruim. Um restaurante funcionava até as 16h, das 16h às 18h uma ilha de pizzas e sanduiches, muito fraca, depois disso apenas o jantar.

O jantar é feito em dois turnos. Quando você compra o pacote você define qual será o seu turno e a sua mesa é marcada. O primeiro começa às 20h e o segundo às 22h. Escolhemos o segundo. Então, ficávamos de 18h às 22h sem opção de refeição. Antes do jantar, também em dois turnos, acontecem shows musicais numa espécie de teatro, bem bonitinhos os shows.

Na primeira noite o jantar foi um pouco acanhado. Uma mesa de dez pessoas, cada um de um canto do país, uma mesa toda posta, com um menu enroladinho em cima do prato, e um garçom que não falava quase nada de português, até que se esforçava. Eu imaginava que nessa hora o pessoal iria estar todo chic e arrumado, mas fiquei feliz ao perceber que estávamos todos a vontade, e a cada dia que passava um pouco mais. Essa era nossa melhor refeição, apesar de certo dia eu ter escolhido como entrada um consume e me serviram um omelete boiando em uma água salgada. Enfim...

Todos as noites recebíamos na cabine um jornalzinho com a programação do dia seguinte, horários de chegada e partida, animações do dia e da noite, horários dos shows e festas e traje a ser utilizado no jantar. Em uma das noites tivemos o jantar com o comandante. O traje recomendado foi de gala, claro que eu não estava levando na mala um longo... mas já sabia desse acontecimento e levei um salto e um vestido mais arrumadinho. Mas tinha sim, homens de terno e gravata, e mulheres de longo. Uma mistureba geral. Mas eu me senti bem como estava.

O navio funciona como um hotel. Tem bares, restaurantes, cassino, boates e até lojinhas. Mas, pelo menos nesse que estivemos nada muito glamoroso como eu esperava.

Dicas que só fomos descobrir quase no dia de desembarcar: se você não gostou do prato que escolheu no jantar, você pode trocar. Você pode também repetir, pedir duas entradas, ficar a vontade! No bar próximo ao cassino haviam algumas opções de café e cappuccino, uma opção entre os belisquetes pesados e ruins e o jantar. Nas lojinhas muita coisa tem um preço absurdo, mas vale a pena conferir, tem coisas com preço bem bom.

Então, toda a preocupação que eu tive com o que levar para vestir, se ia sentir frio, foram em vão. Imaginei que seria muito frio na navio, mas não é.

Todos os avisos e sinalizações eram feito em até cinco idiomas, nenhum deles era em português. #FAIL

Poucos tripulantes são brasileiros, conseguir um pão pra diminuir o enjoo era uma aventura. Você tem que se virar com o que tem disponível nas bancadas. Os sucos eram horríveis... feios, ralos e melados. O chá gelado também. O café da manhã era tipicamente americano, bacon, ovos fritos, mexidos, omelete... panquecas, linguiça, pães italianos e outras cositas mais.... Eu comia todos os dias a mesma coisa; salada de frutas, pão integral, polenguinho, peito de peru, e leite com nescau. Passei bem no café da manhã.

Bom, gastronomicamente a viagem no Ocean Dream foi uma verdadeira aventura!!

Mas no restante foi bem divertido.

Nosso camareiro era ÓTIMO. Oscar Murilo: atencioso, prestativo e sempre disponível. Quando íamos jantar ele arrumava nosso quarto. Organizava os sapatos, os pijamas sobre a cama, ajeitava até nossas roupas espalhadas.

A cada parada do navio uma outra aventura, que vou contar em outros posts.

Viajar e bom demais!!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Recomeçar...


Uma nova etapa se desenha pra mim...
Uma nova jornada e, com certeza, novos desafios.
Estou tranquila, mas inquieta.
Como não poderia deixar de ser.
Assim eu sempre fui e assim continuarei...
Mas, meu copo é sempre meio cheio!

Tim tim!!

E que venha 2012!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Carta ao Papai Noel

Querido Papai Noel,

Como eu sei que você é muito amigo do Papai do Céu, quero começar essa cartinha agradecendo...

Agradecendo pela família linda que eu tenho e que está crescendo. Muito obrigada.

Pela harmonia, alegria, compreensão, companheirismo, farras e festas que reinam no meu relacionamento com o Namorado. Muito obrigada

Pelo ano maravilhoso que tive... em abril mudamos pra nossa casinha nova, foi a realização de um grande sonho pra mim. Muito obrigada.

Pelo meu emprego e pela possibilidade de começar a dar aula, estou muito feliz. Muito obrigada.

Pelas dificuldades, obstáculos e desafios pelos quais passei. Com certeza me proporcionaram crescimento, aprendizagem e conquistas. Muito obrigada.

Pelas amizades, que permaneçam coloridas e duradouras, recheando nossos dias de
alegrias. Muito obrigada.

Tenho muito que agradecer, muito mesmo... Muito obrigada por tudo.

Mas como essa é uma cartinha pra pedir ... rs, quero pedir, primeiramente, que o senhor continue sempre olhando por nós e por nossas famílias.

E se o senhor tiver um tempinho, eu ia ficar muito feliz de ganhar um netbook, e se der pra ser o da maçãzinha, então seria show!!!

Feliz Natal!!

Beijinhos

Camilla Crivelaro

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fazer 30 anos

Affonso Romano de Sant'Anna


QUATRO pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou: vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.

Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

(13.10.85)


O texto acima foi extraído do livro "A Mulher Madura", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1986, pág. 36.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Acabou!.. quase...

TCC da Pós-Graduação entregue!!

Ufa!! Esse trabalho deu trabalho. Mas acabou.
O trabalho sim, mas a pós não :(
Precisei trancar uma matéria no ano passado quando fui fazer o treinamento pra começar a trabalhar na Nextel.
Então, finalizo mesmo no dia 11/08, com direito a aulinha no dia do meu aniversário. Delícia!
Mas.... eu não sei ficar quieta, já estou pesquisando um mestrado... será que eu encaro mesmo??
Não sei... d0 que eu tenho certeza mesmo é de que cheguei em casa com vontade de retomar a arrumação da minha cazinha, a confecção dos meus artesanatos e até mesmo com vontade de dar um carinho mais especial para a manutenção do meu bloguinho.
Então, espero que a gente se veja mais por aqui!